Depois desta longa paragem decidi voltar... e essa decisão deveu-me em muito a uma música que a minha mãe estava a ouvir, "As Baleias" de Roberto Carlos.
Nesse momento dei por mim a pensar que realmente aquela música tem muito de verdade... a humanidade está a levar centenas de especiés à extinsão e o mais grave em tudo isso é que essas perdas são "justificadas" pela moda. Para se fazer um casaco de pele, matam-se 24 raposas ou 65 visons ou 8 focas ou 42 raposas vermelhas ou 400 esquilos ou 30 lontras, dependendo do tipo de casaco. Infelizmente ainda há pessoas que gostam de andar vestidas com animais mortos.
Este número assustou-me... mas não é só para se fazer casacos que se matam animais. Os Elefantes Africanos, por exemplo, são mortos devido às suas presas de marfim... os Crocodilos para fazer sapatos, carteiras... as Baleias devido à sua imensa gordura, boa para óleos, e à sua carne... e muitos outros devido à destruição dos seus habitats para beneficio próprio ao Homem. Mas de todos estes o Rinoceronte de Java é o mamífero que mais rapidamente está a ser levado à extinção, existem apenas 60 exemplares.
Em suma... Sabes quantos milhões de espécies diferentes existem espalhados por todo o nosso planeta? E sabes quantos milhares dessas espécies entram em vias de extinção todos os anos, na maioria devido à acção do Homem?
O número é alarmante... Nos últimos 300 anos provocámos a extinção em massa de milhões de espécies diferentes. Interesses económicos, poluição, crescimento urbano, introdução de espécies mais dotadas em habitat onde não existiam e tantas outras manifestações da nossa civilização fazem com que, de 15 em 15 minutos, desapareça para sempre, uma espécie vegetal ou animal.
Iremos a tempo de evitar mais desastres?
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As Baleias - Roberto Carlos
Não é possível que você suporte a barra
De olhar nos olhos do que morre em suas mãos
E ver no mar se debater o sofrimento
E até sentir-se um vencedor nesse momento
Não é possível que no fundo do seu peito
Seu coração não tenha lágrimas guardada
Pra derramar sobre o vermelho derramado
No azul das águas que você deixou manchadas
Seus netos vão te perguntar em poucos anos
Pelas baleias que cruzavam oceanos
Que eles viram em velhos livros
Ou nos filmes dos arquivos
Dos programas vespertinos de televisão
O gosto amargo do silêncio em sua boca
Vai te levar de volta ao mar e a fúria louca
De uma cauda exposta aos ventos
Em seus últimos momentos
Relembrada num troféu em forma de arpão
Como é possível que você tenha coragem
De não deixar nascer a vida que se faz
Em outra vida que sem ter lugar seguro
Te pede a chance de existência no futuro
Mudar seu rumo e procurar seus sentimentos
Vai te fazer um verdadeiro vencedor
Ainda é tempo de ouvir a voz dos ventos
Numa canção que fala muito mais de amor